Por que criar grupos colaborativos?

Comecei a ministrar o curso de Marketing no Google em 2007 e foi a “primeira porta” para centenas de cursos e palestras. Veja o post “Que porta você vai abrir na sua vida?“. Durante muitos anos, tentei ter agências digitais e achava que meu talento era este. Descobri depois de muitos ERROS que este não é meu principal talento e que o modelo de agências digitais tem sérios problemas de sustentabilidade.

O PROBLEMA é que a maioria das agências e freelancers oferecem serviços de da forma tradicional.

Cliente pede um orçamento > Recebe propostas > Contrata (pelo menor preço)

Para um projeto de Marketing Digital ser bem sucedido é necessário uma gama de profissionais especializados em diversas áreas. Uma agência onera o cliente com custos desnecessários de prospecção, alocação de terceiros e uma “gordura” no projeto.

Marketing focado nos valores

No livro “Marketing 3.0″, Philip Kotler fala sobre a evolução do Marketing 1.0 focado em produtos, para o Marketing 2.0 focado no consumidor e, finalmente, o Marketing 3.0 focado nos valore.

marketing30-evolucaoA internet e as mídias sociais criaram um ambiente no qual as pessoas podem se comunicar com um alcance mundial e uma rapidez nunca vista anteriormente. Com isso, as pessoas estão cada vez mais exigentes com as empresas do ponto de vista de valores. Porém, a complexidade das inovações que a internet trouxe com a imensa diversidade de redes sociais, tornam inviável para pessoas da geração X conseguirem planejar uma comunicação eficaz usando sua própria perspectiva. Como Kotler afirma:

“Quer atuar nas redes sociais? Contrate um nerd/geek. É preciso pessoas com mentalidade nova para estabelecer conversas” Philip Kotler

Colaboração – Como mudar o nossa mentalidade (mindset)

Nem sempre é fácil mudar o mindset da competição/escassez. Fomos “educados” a estudar para o vestibular, a batalhar pelo emprego, a seguir carreira nas empresas e a “matar um leão por dia” para conseguir clientes. Leiam esta história antes de continuarmos com o artigo.

Uma história de colaboração

Um antropólogo que estudava os usos e costumes de uma tribo africana propôs uma brincadeira inofensiva às crianças. Encheu um pote com doces e guloseimas e colocou-o debaixo de uma árvore. Depois, chamou as crianças e combinou que quando desse o sinal, elas corriam para o pote e a que chegasse primeiro ficava com todos os doces que estavam lá dentro.

As crianças posicionaram-se na linha de partida que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando deu o sinal, todas as crianças deram as mãos e começaram a correr em direção à árvore onde estava o pote. Quando lá chegaram, distribuiram os doces entre si e começaram a comê-los.

O antropólogo foi ter com as crianças e perguntou porque razão tinham ido todos juntos quando, o primeiro a chegar, ficaria com tudo que havia no pote e, assim, comeria muito mais doces.

As crianças responderam: “Ubuntu, tio. Como poderia um de nós ficar feliz se todos os outros estivessem tristes?”

Ele ficou desconcertado! Meses e meses a trabalhar, estudando a tribo, e não tinha compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto a competição…

Ubuntu significa: “Eu sou quem sou, porque somos todos nós!”

Atenção: porque SOMOS, não pelo que temos…

Fonte: Academia Ubuntu

 

“Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado, com certeza vai mais longe.” Clarice Linspector

Principais áreas para formação de grupos colaborativos